Festival Internacional de Poesia do Porto

Na poetry talk entre Marta Bernardes, Tiago Alves Costa e Ismael Ramos, propõe-se a inserção da poesia num debate actual, relevante e de largo alcance, através da partilha de diferentes perspectivas sobre a sua importância e impacto no mundo contemporâneo. Este ano, o tema central do FIPP é “Ruir”, remetendo não apenas para a ideia de colapso e desmoronamento, mas também para a possibilidade de reconstrução e renovação. Este será o ponto de partida para a conversa com os poetas Marta Bernardes, Tiago Alves Costa e Ismael Ramos.

O FIPP nasce da consciência do papel fundamental da poesia na construção de um mundo mais plural e humano. Num tempo marcado pela homogeneização e pela velocidade, a poesia emerge como um acto de resistência, um espaço de encantamento e reflexão crítica.

A poesia oferece-nos um outro tempo — um tempo de contemplação, de escuta atenta, de imersão nas profundezas da alma humana. Através da palavra escrita e da sua leitura, somos convidados a romper com os automatismos da vida quotidiana e a redescobrir a beleza da palavra, a força da metáfora e a riqueza da imaginação.

O festival procura promover o encontro de identidades, culturas e linguagens, tornando a poesia mais acessível e universal. Com recitais, mesas redondas, oficinas, performances e outras actividades, o FIPP celebra a diversidade de vozes poéticas, fomentando um diálogo intercultural enriquecedor.

A primeira edição do FIPP, sob o tema “Ruir”, convida-nos a uma reflexão sobre as várias formas de ruptura e transformação. Como pode a poesia subverter as estruturas de poder, questionar os valores dominantes e abrir espaço para novas formas de pensar e sentir?

Galiza: Uma Ponte Cultural

A escolha da Galiza como região parceira reforça o compromisso do FIPP com a internacionalização e a valorização da cultura lusófona. A rica tradição poética galega, com figuras como Rosalía de Castro e Celso Emilio Ferreiro, enriquece o festival, fortalecendo as pontes culturais entre o Porto e a Galiza, e contribuindo para um diálogo literário profundo e transfronteiriço.

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