Poema-leitura-diálogo sobre Žižek vai ao ginásio | Ramiro Torres

O poeta lança a luza sua língua incendiária,atravessa o sol hipnóticocom um poema nos lábiosenquanto a realidade levantao seu voo e arde nos olhos,como um animal anterioràs formas estourando entreas mãos fecundadas nestaestranha música fascinada:alça a voz a beleza desnudano ritmo puro das palavras,aves de um fervor paradisíaconascendo no nosso assombro. Ramiro Torresdezembro 2019

“ŽiŽek Vai ao Ginásio” | Novo livro de poesia

O meu mais recente livro de poesia já está disponível no site da editora. “ŽiŽek vai ao ginásio” tem um prefácio da romancista galega Teresa Moure e o texto da contra-capa do Gonçalo M. Tavares. Uma nota para a pintura da capa que foi gentilmente cedida pelo pintor Edu Albo. “A cabeça avança e a…

Sobre “Teoria das Ruínas”

“Não há poema sem acidente; sem ferida, não há poesia nem arte” Derrida A linguagem poética de Teoria das Ruínas, de Alfredo Ferreiro, lembra-me um rio: sempre a arrastar e a apagar tudo e, ao mesmo tempo, sempre pronta a receber todos os destroços, todos os reflexos humanos. Sempre pronta a despenhar-se no abismo e…

Festival Literário de Ovar

É já nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, que arranca o Festival Literário de Ovar. A abertura oficial terá lugar pelas 21 horas, seguindo-se uma conversa com David Capelenguela (secretário-geral da União dos Escritores Angolanos) . Até domingo, 15 de setembro, o Jardim do Cáster serve de palco a quatro dias de promoção da leitura,…

3 poemas na revista brasileira “Ruído Manifesto”

PALAVRA-POETA-DISTÚRBIO O poeta avisou: Antes de me conhecerem, devem primeiro conhecer as minhas palavras. Então as palavras entraram na sala e o poeta ficou do lado de fora à espera. No seu interior as palavras começaram a desconstruir o que havia à sua volta. Aos saltos, sobre as mesas, gritando, despindo-se com esgares de loucura…

“Vida – Dinheiro” – Revista Cintilações

Não queria gastar muito dinheiro queria…. ficar quieto Parado com MEDO uma estátua uma pessoa-estátua PARADA Alguém o empurrou Sem querer Por querer (não havia certeza quanto a isso) E um profundo silêncio todas as suas poupanças perdidas Tudo aquilo que juntara enquanto se movia. toda a sua vida-dinheiro Começou a correr como se ainda…

KNK – Sobre o último livro de Luís Filipe Sarmento

Certas obras supõem para mim um salto mortal sem rede. Já vivi vários: Whitman, Herberto, Clarice. Neste sepulcro em que hoje nos movemos, poucos são aqueles capazes de nos assombrar no escuro da leitura e paredes meias atingir o belo. E todo o nosso transe é justamente a experiência da ruína desse muro e da…

Prémio Literário

Eu sabia que para apresentar-me a um prémio literário teria que pensar uma história. E teria que obviamente escrever essa história. Espaço 1,5 fonte Arial, tamanho 11 (onze), podendo ser impresso na frente e verso do papel e obedecer a um limite máximo de 30 páginas. 30 páginas? Teria também de imprimir 4 vezes a história. E encontrar um envelope onde coubesse a história. E caso não cumprisse com estes requisitos o autor seria excluído do prémio literário.

Um parque industrial num domingo à tarde

Fosse como eu próprio vou de frente para esta realidade percebida como imperfeita vivendo este estado de coisíssima nenhuma de isto ainda poder ser como se fosse, realmente… um parque industrial num domingo à tarde com as máquinas paradas, os armazéns fechados os computadores obedientes os lugares reservados! e ninguém para estacionar ninguém para ser…