Apresentação do meu mais recente livro “Žižek Vai ao Ginásio” nos stands da livraria Poetria (Pavilhões 6 e 7) da Feira do Livro do Porto, no dia 5 de Setembro, às 17h00. A apresentação estará a cargo da poeta Sara F. Costa. Evento: https://www.facebook.com/events/716815239168894/
Autor: tiagoalvescosta
Filipe Campos Melo sobre “Žižek vai ao Ginásio”
“Antes de me conhecerem, devem primeiro conhecer as minhas palavras” I. Da Arquitetura Oblíqua Uma “Pessoa-Estátua” observa a realidade estática de um mundo decaído num desconcerto –uma ética (inumana) alicerçada numa arquitetura oblíqua Esse “Eu-Estátua” – meramente contemplativo, é um ser desprovido da força necessária,necessariamente morrente “de pasmo” A imobilidade gera um aglomerado de gente…
9º edição do Raias Poéticas | Online
Terei honra de moderar a mesa 2 da 9º edição do Raias Poéticas online: Dobra de pensamento: A LITERATURA ACONTECE EM RECOMEÇO ININTERRUPTO Tiago Alves Costa (poeta, ensaísta e tradutor, Corunha)José Emílio-Nelson (poeta ensaísta, Portugal)Carla Carbatti (poeta, ensaísta, Brasil)Victor Oliveira Mateus (poeta, ensaísta, Portugal)Jorge Velhote (poeta, fotógrafo, ensaísta, Portugal) Podem acompanhar através da mallarmargens revista de…
Sara F. Costa sobre “Žižek vai ao ginásio”
O livro de poesia do Tiago começa com aquela cena do Fight Club em que o Brad Pitt incendeia o apartamento do Edward Norton e eu diria que esse é um excelente começo. O medo de perder a “vida-dinheiro”, isto é “Tudo aquilo que juntara enquanto se movia”. Para o autor, o cogito de Descarte…
O poema apresentou-se a um concurso de poesia
O poema apresentou-se a um concurso de poesiae leu-se a ele mesmo diante dos júris. Os júris surpreendidos com o inefávelquiseram saber quem era o autor daquelas palavras– podiam vencer o concurso!Mas não havia autor, muito menos poetaera ele mesmo, o poema que se lia a si mesmo: livre insurgente …
ŽIŽEK VAI AO GINÁSIO – Finalista do Prémio Internacional de Poesia Glória de Sant’Anna
Obras Finalistas 2020 * “A depressão tem sete andares e um elevador” de Isabela Sancho “COMO NUM NAUFRÁGIO INTERIOR MORREMOS” de Alberto Pereira “DESMATÉRIA” de Sofia Ferrés “FUNDIDO A NEGRO” de Teresa Ramiro “Garças” de Lídia Borges “LEGENDAS PARA UM CORPO” de Maria José Quintela “Travessia” de Licínia Quitério ŽIŽEK VAI AO GINÁSIO…
Profissão: ouvinte
No futuro, poderá surgir uma nova profissão: a de ouvinte. Mediante pagamento, esse profissional estará disponível para escutar atentamente outra pessoa, prestando atenção ao que esta tem para dizer. A necessidade deste serviço surgirá porque, à exceção do ouvinte, dificilmente haverá quem nos escute, já que temos vindo a perder, cada vez mais, a…
Entrevista | Jaime Rocha: “O olhar do poeta é o primeiro e o último possível”
Jaime Rocha é um homem discreto. Quando nos aproximamos dele sentimos uma serenidade cálida, ao mesmo tempo inquieta, própria de quem trabalha os difíceis materiais da palavra. A sua voz é das mais vigorosas da literatura portuguesa contemporânea. Singular na plasticidade e no rigor lírico, para ele não há poema que não se abra como…
A poesia em Hannah Arendt
Hannah Arendt (1906-1975), uma das pensadoras mais prolíficas e relevantes do século XX, gostava de aprender poesia de memória como se fosse a coisa mais natural do mundo, como se o mundo nunca deixasse de ser mundo. Arendt sabia que a presença da poesia na vida interior é um assunto desse nosso coração tantas vezes…
A sociedade do escândalo | Notas sobre a obra de Byung-Chul Han
A filosofia de Byung-Chul Han (Seoul, 1959), dialoga com o pensamento de Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Foucault, Agamben e outros pensadores para sondar as enfermidades produzidas pelos dispositivos de poder das sociedades neoliberais do mundo contemporâneo e na qual se insere a sociedade do rendimento e da auto-exploração; ao contrário da “sociedade disciplinar” de Foucault, na qual as pessoas sabem que a sua liberdade é limitada, no contexto de uma sociedade de controle realmente – e muito falsamente – elas acreditam que são livres. É uma mudança de paradigma que faz com que se discipline o corpo para, de uma forma sedutora, poder controlar a mente. Uma das consequências mais visíveis prende-se com o facto da tendência das pessoas à auto-exploração agressiva até ao esgotamento mental, o colapso físico, e consequente o surgimento de patologias tais como o síndrome de “burnout”. Tradicionalmente, “exploração” implica que alguém seja explorado por outra pessoa, Han afirma que realmente fazemos isso para o nosso Eu. “A crise que estamos actualmente a experimentar vem da nossa cegueira e estupefacção”. Para Han o que faz adoecer não é a retirada nem a proibição, mas sim o excesso de comunicação e de consumo; a “crise”, segundo o filósofo, cinge-se a dois aspectos essenciais: por um lado a crise democrática causada pela superficialidade da comunicação digital, redes sociais e a constante hipercomunicação, e por outro, as consequências que a primeira traz subjacente e que prejudica o pensamento crítico, o respeito e a confiança perante o “outro”.
Žižek vai ao ginásio no Zigzag Diário da TVG
Aqui o link da reportagem: http://www.crtvg.es/tvg/programas/zigzag-diario
Teresa Moure sobre Žižek vai ao ginásio
(…) Sento-me, irrequieta, a escrever o prólogo de Zizek Vai ao Ginásio. Tento abandonar-me ao imenso prazer de ler um poemário comovedor, estimulante, que, às vezes, até faz com que sorria. Contudo, o prólogo não nascerá dessa vontade de expressar o que me move quando escrevo. Foi solicitado pelo autor, meu amigo, que talvez queira…