O crítico de sonhos

O que faço na vida? Durmo. E olhe: durmo muito, e não imagina o quanto. Não me olhe assim. Durmo muito e sonho: à noite, de dia, fins de semanas largos, intervalos monótonos de um domingo sentado… Sim, durmo tanto que, olhe – moveu o braço num gesto largo – tornei-me num especialista, um especialista…

A poesia em Hannah Arendt

Hannah Arendt (1906-1975), uma das pensadoras mais prolíficas e relevantes do sec. XX, gostava de aprender poesia de memória como se fosse a coisa mais natural do mundo, como se o mundo nunca deixasse de ser mundo. Arendt sabia que a presença da poesia na vida interior é um assunto desse nosso coração tantas vezes…